A importância da educação financeira durante uma crise econômica

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A educação financeira não costuma ser um assunto recorrente entre os brasileiros, com o País ocupando a 74ª colocação no ranking de acordo com o levantamento da S&P (Standard and Poor’s), agência de rating reconhecida mundialmente. A pesquisa, realizada em 2014 envolvendo 144 países, ainda aponta que as primeiras colocações são ocupadas por países extremamente desenvolvidos, como Noruega, Dinamarca e Suécia, que possuem grande riqueza e apostam na formação financeira de seus cidadãos.

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello Educação Financeira, manter a saúde financeira em dia pode trazer vários benefícios importantes. “A falta de preocupação financeira resulta em mais saúde e qualidade de vida, tanto física quanto emocional. Fortalece a estrutura familiar e auxilia no planejamento de ações para o futuro, como aposentadoria digna e tranquilidade na terceira idade. Além disso, existe a facilidade para cobrir despesas imprevistas ou emergências”, pontua.

Para o educador, existem diversos motivos para a escassez de planejamento financeiro por parte dos brasileiros, sendo que o principal erro é a percepção equivocada de valores ganhos e gastos, fato conhecido como um viés comportamental dentro da psicologia econômica, intitulado de “contabilidade mental”. “Não saber administrar as entradas e saídas mensais é um problema enorme, por isso, as pessoas acabam ficando no vermelho ou criam uma bola de neve de dívidas”, explica.

A inflação do Brasil também é um ponto que desfavorece a organização do dinheiro, afinal, impacta diretamente o poder de compra de consumidores pela desvalorização da moeda, interferindo nos preços de produtos e serviços no país. Além disso, esse fenômeno afeta também os ganhos reais de empreendedores e investidores do mercado que investem na região.

INADIMPLÊNCIA

A pandemia contribuiu negativamente para este cenário e, segundo dados divulgados pela Serasa Experian, cerca de 60 milhões de brasileiros estão em situação de inadimplência.

Martello afirma que a organização necessária para sair do sufoco pode ser cansativa, com aplicativos e planilhas que obrigam um preenchimento metódico de todos os gastos efetuados. “Diante de uma vida corrida e atarefada, onde existem tantas outras prioridades, é improvável que se consiga operacionalizar esses registros de forma sistemática e frequente”, analisa.

O especialista em investimentos relata que existem recursos que facilitam essas práticas, inclusive, oferecidas pela própria Martello. “O objetivo é ensinar as pessoas a usarem totalmente, e da maneira correta, os recursos que o mercado já disponibiliza. Com isso, se tira proveito para que a organização financeira aconteça automaticamente e em tempo real. Ao passar por essa etapa, somos apresentados a uma forma de equilíbrio que impõem travas, com o intuito de não extrapolar o orçamento. Tudo isso é adequado à realidade e prioridade de cada pessoa ou família”, comenta Martello.

Imprevistos para quem não possui educação financeira podem ser extremamente perigosos, chegando ao ponto de afetar contas básicas como luz, gás, água, combustível e até mesmo alimentação.

TEMA DE SUMA IMPORTÂNCIA

Para o empreendedor, a educação financeira é um tema de suma importância e deve fazer parte do cotidiano educacional de cidadãos pelo Brasil inteiro.

“Em uma esfera mais ampla, a falta de organização com o dinheiro impacta diretamente no cenário econômico, na geração de riqueza do País, desigualdade social, segurança e índice de desenvolvimento humano. No longo prazo, a tendência de uma sociedade sem educação financeira é se tornar cada vez mais pobre, com maior distância entre classes sociais. Isso causa problemas como aumento do índice de criminalidade, violência e abandono familiar”, finaliza.

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