Especialista dá 5 dicas para ter sucesso nas vendas on-line

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A pandemia acelerou o processo de transformação digital e forçou o comércio a mudar a forma de vender e de se relacionar com o cliente. O comércio eletrônico fechou 2021 com crescimento de 26,9%, na comparação com o ano anterior, segundo levantamento da Neotrust. O faturamento total chegou a R$ 161 bilhões. E não para por aí: estudo The Global Payments Report 2022 aponta que até 2025 o mercado global de comércio eletrônico deverá crescer mais de 55%.

“O processo de transformação digital é vital, porque não existe mais mundo físico sozinho, ele está acabando. Hoje, para sobreviver no mercado, é essencial aliar a loja física à digital”, afirma o engenheiro de software e consultor de empresas Guilherme Menezes, sócio-fundador da ZUG Analytics.

Mas o mundo digital não é tão simples. Para ter sucesso as empresas precisam se planejar. “Você pode simplesmente abrir um WhatsApp e vender tudo por lá, mas onde está o seu controle de estoque, controle financeiro? Na pandemia, muitos empresários pequenos começaram a tentar vender pelas redes sociais e isso, de fato, os ajudou a não quebrar, mas abriu outros focos de erro, outras coisas que estavam sendo feitas de forma errada e que precisavam ser consertadas”, diz o consultor de empresas.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que uma em cada cinco empresas (21%) não sobrevive por mais de um ano e, de acordo com o Sebrae, um dos principais motivos é a falta de planejamento, em especial naquelas de pequeno e médio porte.

PREÇO NÃO É TUDO

Menezes aponta alguns erros bastante comuns cometidos por quem se aventura no mundo virtual. “O primeiro é tentar começar a vender pelo WhatsApp sem nenhum preparo, montando grupos, criando listas de distribuição, oferecendo produtos que não consegue entregar e sem meios de pagamento integrados. O segundo maior erro é começar a vender pelos shoppings virtuais, como Mercado Livre. São empresas grandes e que não dão a mínima para sua marca, analisam basicamente preço, entrega e satisfação”, enumera.

INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS

Outra falha, segundo o especialista, é na entrega. Não adianta preparar uma divulgação boa, fotos impecáveis e não entregar o que promete.

“Comprar um software de vendas on-line, um software de catálogo digital, vai abrir uma bonita janela com fotos de produtos, com todos aqueles itens que você quer vender. O cliente vai ver aquele site lindo, mas quando ele clica o sistema não está integrado com o que que eu chamo de ‘cozinha’, que é o controle do estoque, o faturamento e todo o processo de venda. Às vezes o site pode até travar. Imagine você comprar algo e a empresa dizer que simplesmente não tem esse produto para te entregar”, completa.

Para evitar esse tipo de situação, o especialista da ZUG Analytics recomenda investir em tecnologias que auxiliem na administração do negócio. “Softwares que funcionam em nuvem são mais seguros e até mais baratos. As empresas precisam organizar seus processos internos e deixá-los integrados desde a fase do orçamento até o pós-venda, passando pelo estoque, fiscal e clientes. Um banco de dados integrado vai proporcionar ganho de tempo e produtividade”, pontua.

RETORNO DO INVESTIMENTO

Segundo o consultor de empresas, é fundamental destinar parte do faturamento para implantar uma iniciativa de transformação digital. “O pequeno e médio empresário tem de reservar algo em torno de 2% a 4% do seu faturamento líquido, que começará a retornar após o 13º mês”.

Cinco passos para uma transformação digital assertiva

1 – Implantar um ERP, software de gestão empresarial para gerenciar estoque, finanças, clientes, vendas e fiscal em tempo real com todas as informações em um único banco de dados

2 – Extrair relatórios financeiros, de estoque e tudo o que for possível baseado em informações em tempo real e que tenham credibilidade sobre o negócio para entender a realidade, as demandas e o que é possível oferecer.

3 – Aprender a vender no meio digital, entender como funciona, como será o método de trabalho e desenvolver um catálogo digital com base nos produtos que tem no estoque para vendas por meio das redes sociais, como WhatsApp e Instagram.

4 – Implantar um site próprio integrado com o ERP para estender o alcance das vendas on-line.

5 – Implantar uma gestão por indicadores de performance para saber como é que estão contas a pagar e a receber, como é que está o giro do estoque, quais são as os produtos que não estão girando, implementar promoções para dar vazão ao estoque, entender qual o fluxo de caixa futuro.

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