Profissionais denunciam perseguição e desmonte da TV Senado

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Em carta enviada aos senadores em dezembro, profissionais da TV Senado denunciam desmonte da emissora e perseguição aos jornalistas da casa. “A redução de equipes limitou seriamente a cobertura das reuniões de comissões e a produção de entrevistas com os senadores, que esclareciam propostas legislativas e davam equanimidade à participação dos parlamentares na programação da TV Senado”, diz trecho do comunicado.

Segundo os profissionais, foi perpetrada uma intervenção com “demissão sumária” das diretoras (Junia Melo e Isabela Dutra) e a indicação de um “interventor” (Sylvio Guedes). O comunicado denuncia ainda perseguição política a servidores, com “atentados à liberdade de expressão, mediante ameaça com processos administrativos contra os que se manifestam publicamente contra
as mudanças, o que tem causado a fuga maciça de profissionais da área”.



“Outro motivo de grande preocupação é a tentativa de alterações na estrutura da Secretaria de Comunicação sem estudos preliminares que apontem os impactos envolvidos. A reestruturação da área, preparada pela direção da Secom, aponta para o desmonte da TV Senado, com a retirada das áreas técnica e operacional da estrutura da emissora e a criação de uma supersecretaria, ligada diretamente à diretora da Secom, que concentraria os contratos e compras da Comunicação, sem a participação dos profissionais da TV e da Rádio Senado, que acumulam expertise na área há 20 anos”, completa do texto.

Também a TV Senado da Argentina, que lá se chama canal Senado TV, vive dias de agitação, no governo do recém-empossado presidente Mauricio Macri, que ordenou a suspensão, até segunda ordem, do sinal da emissora. Segundo a Telesur, a ideia “é reordenar sua programação, enquanto se realiza uma auditoria externa sobre as contas da Câmara alta”.
(Fonte: Redação Jornalistas&Cia)

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